BELARUS COMEMORA O 75º ANIVERSÁRIO DA LIQUIDAÇÃO DO GUETO DE MINSK

A importância em preservar a memória dos crimes do nazismo

DA REDAÇÃO

Belarus é um dos países que mais sofreram o jugo da ocupação nazista durante a Grande Guerra Patriótica entre 1941 e 1945. Lembra-se que cada terceiro residente do país morreu ou foi aniquilado. Até hoje, Belarus não conseguiu restaurar as perdas da população daquela guerra.

Um dos piores crimes dos nazistas foi a política de genocídio, visando a aniquilação de pessoas por motivos raciais, nacionais e religiosos, porque o Terceiro Reich condenou todos os judeus da Europa e da URSS, sem exceção, para o extermínio. Belarus tornou-se uma espécie de “centro científico” dos nazistas, onde eles desenvolveram métodos de rápido extermínio de um grande número de pessoas de base racial considerada inadequada pela ideologia nazista.

Em julho de 1941, três semanas após a ocupação de Minsk, os nazistas criaram no mesmo centro da capital belarussa o Gueto de Minsk, cercado de arame farpado. Para cada prisioneiro havia 1,5 m² de espaço vital. Todos os judeus do gueto usavam sinais distintos na forma da estrela de Davi amarela.

Em dois anos, dezenas de milhares de judeus de Belarus e de outros países da URSS e da Europa viraram prisioneiros do Gueto de Minsk. Segundo dados oficiais, cerca de 100 mil pessoas foram aniquiladas no gueto. Homens e mulheres, bebês e idosos foram mortos por métodos sofisticados pela sua desumanidade: queimados vivos, fuzilados, esfaqueados, apedrejados, sufocados com gases de escape, infectados com doenças mortais, levados à morte por trabalho forçado, fome e condições insalubres de existência.

Entre 21 e 23 de outubro de 1943, o Gueto de Minsk foi liquidado pelos nazistas  via execução de prisioneiros restantes. Apenas um em cada cinco prisioneiros do gueto sovbreviveu esse evento horrível. 75 anos depois da liquidação do Gueto de Minsk, em 21 de outubro de 2018, Belarus comemorou o Dia da Memória das Vítimas do Nazismo. Segundo o Presidente de Belarus, Aleksandr Lukashenko, “neste dia, os belarussos se lembram não apenas do Gueto de Minsk, mas de todos os guetos conhecidos pelo mundo. Eles sentem tristeza profunda pelas vítimas e compartilham a dor daqueles que sobreviveram, mas perderam seus parentes e familiares queridos”.

A tarefa de preservar a memória dos crimes do nazismo persegue o objetivo mais importante: impedir que tal horror se repita no futuro. Na declaração oficial do Presidente da República de Belarus observa-se que “o planeta está mergulhando de novo em um inferno de conflitos religiosos, étnicos e políticos. A todos que tenham esquecido hoje ou, felizmente, não tenham conhecido a dor da guerra, não nos cansaremos de repetir: a única coisa pela qual temos que lutar é a vida humana. Só ela que tem significado e valor na Terra”.

O embaixador Aleksandr Tserkovsky organizou uma exposição, na séde da embaixada em Brasília, onde mostra quadros que lembram o nefasto período da liquidação do Gueto de Minsk, um dos maiores guetos da Europa e o maior sob território soviético ocupado pelos alemães.

Com informações da Embaixada da Belarus e divulgação no Brasília in Foco e Blog Reporter Malu

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