ARTIGO-Eleição decidida: Bolsonaro ganha ou ganha

POR MILTON ATANAZIO

Há menos de 8 dias do segundo turno das eleições brasileiras de 2018, o pleito eleitoral já foi decidido – Bolsonaro ganha ou ganha. Não apenas porque as pesquisas eleitorais estão dando uma dianteira consolidada e crescente. As últimas pesquisas, tanto o Ibope, Datafolha e outros institutos de pesquisas mostram que só mesmo um Tsunami é capaz de desviar a rota do capitão reformado rumo ao palácio do planalto.

As simulações do Datafolha dão uma diferença de 18 pontos, nos votos válidos. Impraticável mudar esse resultado em tão curto tempo e sem o arco de alianças pretendido e que fez com que nas últimas semanas o sombrio representante de Lula, chamado de “poste” pela campanha oponente, batesse na porta de católicos, protestantes e ateus, com pífio resultado. A não ser o desastre do apoio e os ataques de Cid Gomes ao PT em Fortaleza, que produziu uma catástrofe maior.

Lá na capital cearense, o senador eleito (PDT-CE) com 3,2 milhões de votos, decretou para os correligionários de Haddad palavras duras – “Vão, vão, vão e vão perder feio, porque fizeram muita besteira, porque aparelharam as repartições públicas, porque acharam que eram donos de um país, e o Brasil não aceita ter dono, o Brasil é um país democrático. Quem criou o Bolsonaro foram essas figuras, que acham que são donos da verdade, que acham que podem fazer tudo. Lula o quê? Lula está preso, babaca. Isso é o PT, e o PT desse jeito merece ‘perdê’, só para rimar. ”, disparou o fogo amigo.

O que o candidato Haddad, representante do Lulopetismo, cujo representado é inquilino do sistema carcerário em Curitiba podiam fazer, foi feito. E o resultado pífio aí está.

O próprio presidiário já se dá conta da derrota e jogou a toalha. Falou a um interlocutor comum que foi visita-lo na prisão e admitiu diretamente a derrota de Haddad. Na visão de Lula e da cúpula do PT, só um grande escândalo poderia mudar o resultado. Pela pesquisa Datafolha mais recente, a rejeição de Haddad supera a do capitão reformado. 54% não votaria em Haddad e   41% não votaria em Bolsonaro, que agora vence em todas as regiões com ampla vantagem. Segundo a revista Veja, Haddad não sabe mais o que fazer e Lula perde as esperanças de sair tão cedo da cadeia.

Mas quem está vencendo mesmo, não é o capitão reformado Bolsonaro. Quem vence é a sociedade brasileira que deu um não à corrupção e manda sinais de que quer mudanças. Basta de corrupção. O PT foi o principal responsável pela brutal crise política, econômica e moral que atravessa o país e que nunca é demais dizer que a candidatura de Bolsonaro é um dos frutos, pois as pesquisas expressam um profundo antipetismo por trás do apoio dado ao candidato.

Daqui aproximadamente a uma semana, o país estará praticamente a uma nova realidade à qual vai precisar se adaptar. E nesse barco estaremos todos nós brasileiros, os da situação e da oposição.

Teremos um país diverso, complexo, provado, comprovado e aprovado nos diversos testes de firmeza institucional a que foi submetido, desde a constituição de 1988, com a redemocratização. As instituições estão funcionando na normalidade democrática.

Não seremos dirigidos como um quartel, nem tampouco tentativas, como a do PT, que não conseguiu manipular o judiciário como pretendia e não teve êxito em controlar os meios de comunicação. A regra, será ditada pela sociedade, pois é ela que cabe a prerrogativa de poder moderador, para moderar a si e seus radicais, como opina a nossa jornalista Dora Kramer em artigo nessa semana, na veja, que tem a nossa concordância.

Mas, contudo, entretanto, não obstante, porém, todavia… esperemos o dia 28.

“É melhor já ir se acostumando”.

 

* Milton Atanazio é jornalista, comunicador, árbitro judicial, consultor diplomático, cônsul honorário da Bielorrússia, editor da Revista VOX e Publisher da BrazilianNEWS – www.foconapolitica.com

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