Apoio de Bolsonaro a Israel pode gerar retaliação e ameaça a venda de carne aos países islâmicos

POR MILTON ATANAZIO

O candidato e presidenciável Jair Bolsonaro, já havia se manifestado anteriormente afirmando que iria reconhecer Jerusalém como capital de Israel e mudar a sede de sua embaixada de Tel Aviv para Jerusalém. Chegou a afirmar, em agosto, que caso seja eleito, iria retirar a Embaixada da Palestina do Brasil. Para ele, a representação diplomática não pode existir em Brasília porque “a Palestina não é um país”.

Caso vença a disputa e honre a promessa, estará inaugurando uma demanda com os países islâmicos e uma fenomenal dor de cabeça para sua área econômica, visto o grandioso mercado de carne brasileira nas nações muçulmanas.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo em sua edição de hoje, embaixadores de países muçulmanos e grandes produtoras de proteína animal do mercado estão preocupados com esta hipótese e temem retaliações. Os embaixadores fizeram chegar ao governo federal e à campanha de Bolsonaro sua preocupação. Empresários também devem procura-los, pois consideram que a retaliação comercial será inevitável, caso o presidenciável mantenha a palavra.

Segundo o presidente da Fambras, Mohamed Hussein el-Zogbhi, que relativiza o risco. ” É prematuro fazer qualquer afirmação. Estamos num movimento crescente de negócios, o Itamaraty tem posição formada[sobre o status da Palestina] desde 1948, não sabemos se um presidente faria isso”, afirmou.

Se houvesse um boicote de fato, seria desastroso para a agroindústria da proteína.

A promessa de Bolsonaro não está registrada em papel algum. É um agrado à sua forte base evangélica, e há vídeos do candidato reafirmando o compromisso com líderes do setor e também com a comunidade judaica.

Com informações do jornal Folha de S.Paulo e fotos: arquivo

Share

Deixar uma Resposta