Sultanato de Omã comemora Data Nacional

POR MILTON ATANAZIO

O embaixador do Sultanato de Omã no Brasil S.E. Sr.Amad Hamood Salim  Al Abri, recebeu em 19/10 na casa de festas DúniaCity Hall, no Lago Sul em Brasília, para um jantar, autoridades civis e militares,políticos, jornalistas, empresários, diplomatas e membros do corpo diplomático,compatriotas e amigos, para comemorar o 48º aniversário da Data Nacional do Sultanato de Omã.

Estavam presente o ministro da justiça Torquato Jardim, Marcos Jorge de Lima, da Indústria,Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o senador Collor de Melo, presidente da Comissão das Relações Exteriores do Senado Federal e a embaixadora Ligia Maria Scherer, representando o Ministério das Relações Exteriores.

Os convidados puderam apreciar as comidas típicas, trajes e conhecer um pouco mais da cultura daquele próspero país. O reconhecimento do Sultanato de Omã pelo Brasil, ocorreu em 1974, quando os dois países estabeleceram relações diplomáticas.

Alguns países árabes são conhecidos por suas disputas com Israel – como o Líbano e a Síria. A Arábia Saudita e o Kuwait são associados ao conservadorismo religioso. Catar e Emirados Árabes tornaram-se sinônimos de deslumbramento econômico. Iraque e Iêmen, nos últimos anos, dominam o noticiário por causa do terrorismo. Mas Omã, em meio ao cenário que torna o Oriente Médio uma das regiões mais faladas do mundo, passa despercebido.

Não há atentados em Omã. Os hotéis e shoppings de Muscat não obrigam os visitantes a cruzar detectores de metais na entrada. A extensa fronteira com o Iêmen não foi suficiente para que a Al-Qaeda conseguisse entrar em Omã.

Omã não tem constituição escrita. O sultão exerce poder absoluto e legisla por decreto, assistido por um Conselho de Ministros. Em Omã, o Chefe de Estado – e também de Governo – é o sultão Qaboos ibn Sa’id Al ‘Bu Sa’id desde 23 de Julho de 1970. Têm sido o líder hereditário do país desde 1970. É o atual governante mais antigo no Oriente Médio, e o sétimo monarca cujo reinado é o mais longo do mundo.

Paz entre os povos

No início do Renascimento de Omã, Sua Majestade, o Sultão Qaboos Bin Said declarou ter a ambição de não encontrar no mapa mundi nenhum país que não tivesse relações de amizade com Omã. Este desejo transformou-se em realidade e hoje Omã se orgulha da convivência fraterna com todas as partes do mundo, cooperando com todos aqueles que buscam a paz e a concórdia entre os povos e nações.

O Sultanato de Omã, também presta apoio contínuo e efetivo para o desenvolvimento da Liga Árabe e aos esforços para a solução justa e permanente da questão palestina.

Pontos em comum

A promoção da paz mundial é um dos pontos comuns que aproximam Omã e o Brasil, ambos com uma histórica dedicação pela concórdia entre os povos. Omã ocupa hoje uma inegável posição de liderança no trabalho de promover a paz no mundo, reconhecida pela Organização das Nações Unidas. Outra semelhança entre os dois países é que o Brasil foi descoberto por um navegante português, Pedro Alvarez Cabral, em 1500, e Omã foi invadida e dominada pelas esquadras portuguesas comandadas por Dom Afonso de Albuquerque, em 1507.

Assim como o brasileiro, o povo omanita é caracteristicamente alegre, festivo e hospitaleiro, recebendo com cordialidade seus visitantes. Assim como no Brasil, em Omã o desenvolvimento

Humano e o bem-estar social são metas nacionais. Os dois países possuem, também, uma grande diversidade natural com clima quente, regiões montanhosas, belas praias e flora e fauna ricas.

Parceria econômica

Na área econômica, Omã e Brasil realizam planos de desenvolvimento de infraestrutura, modernização tecnológica e ampliação da capacidade de exportação e importação para a expansão das relações comerciais internacionais. A contração de usinas de pelotização de minério de ferro e terminais de carga na cidade de Sohar é um exemplo dessa parceria.

Geografia

Tendo os Emirados Árabes Unidos, a Arábia Saudita e o Iêmen como vizinhos, Omã é uma nação montanhosa localizada na Península Arábica. Uma área estratégica do Estreito de Omuz, que forma um “portão de acesso” ao Golfo Pérsico, também pertence ao território omani. Ormuz demarca a divisão do golfo pérsico com o golfo de Omã e é de extrema importância política pois cerca de 60% do petróleo das arábias passa por lá. Do outro lado das águas está o Irã e o Paquistão.

População

A maior parte da população é de origem árabe, embora nos portos se concentrem importantes minorias étnicas, constituídas por persas, paquistaneses, baluquistaneses, indianos e negros. A língua oficial no país é o árabe. A população concentra-se principalmente na fértil faixa costeira, mas muitos omanis continuam a praticar o nomadismo. Além da capital, Mascate, outras cidades importantes são Nizua, Samail e Salala. Em 2017, a população total de Omã era de 4,636 milhões.

Omã também se difere de outros Estados da região do Golfo Pérsico por não ter problemas com Israel. Defensor da criação de um Estado palestino, o sultão Qaboos está longe de ter um discurso radical contra os israelenses.

Apesar de investimentos em cultura, como no caso do Catar, que adquiriu franquias de universidades americanas e desenvolveu a rede de TV Al-Jazira, os países do Golfo Pérsico oferecem como principais atrações pistas de esqui no deserto e corrida de camelos, além de conviver com estigma de novos ricos em outras partes do mundo.

Já o sultão Qaboos exibe gostos arquitetônicos distintos dos monarcas de Abu Dabi ou Manama. Com raras exceções, os prédios não passam do sexto andar. As construções espalham-se pela costa. O carro tornou-se um acessório obrigatório, pois, em Muscat, as distâncias são muito longas.

Política Externa

Egito, Jordânia, Kuwait e Arábia Saudita são aliados dos EUA no Oriente Médio. Os dois primeiros mantêm relações com Israel. Do outro lado, a aliança comandada pelo Irã envolve a Síria e grupos insurgentes, como o Hezbollah e o Hamas. Omã não se posiciona em nenhum dos dois lados. Prefere adotar uma posição de neutralidade explícita, mas engajada em alcançar a paz na turbulenta região.

Diplomatas ocidentais que vivem em Muscat lembram que Omã, nos últimos anos, serviu como canal secreto de diálogo entre os EUA e o Irã. Durante a Guerra Fria, o país integrava o bloco ocidental, mas nunca teve relações estremecidas com a União Soviética.

A neutralidade do sultão Qaboos é tão radical que ele é um dos poucos governantes do Golfo Pérsico – e do mundo – que conta com a admiração simultânea da organização terrorista Al-Qaeda, do Irã, de Israel e dos EUA.

Omã possui modestas reservas de petróleo, ficando em 25º a nível mundial. No entanto, em 2010, o PNUD classificou Omã como a nação mais aprimorada no mundo em termos de desenvolvimento durante os últimos 40 anos. Uma parcela significativa de sua economia vem do turismo e do comércio de peixes, e de certos produtos agrícolas. Isso o diferencia de economias exclusivamente dependentes do petróleo, como seus vizinhos. Omã é classificado como uma economia de alta renda e ocupa a posição 74º de países mais pacíficos do mundo, de acordo com o Índice Global da Paz.

Desde o fim da Guerra de Dhofar, nos anos 70, Omã não se envolve em conflitos. As fronteiras foram definidas em tratados. Há poucas disputas sectárias. As minorias xiitas e sunitas não se sentem ameaçadas pela tolerante vertente ibadi do islamismo, majoritária em Omã.

Apesar de não ser uma sociedade liberal como o Líbano, onde álcool é vendido abertamente nos restaurantes e mulheres podem namorar antes do casamento, Omã está longe de ser um regime radical religioso como a Arábia Saudita. Pode-se consumir bebidas alcoólicas sem problemas. Muitos habitantes não consomem, mas por opção. Assim como ninguém apedrejará uma mulher se ela usar biquíni na praia.

As vestimentas mudam quando se observa as omanis. Não por imposição, mas por costumes culturais, elas optam por se vestir de forma conservadora.

O sultão Qaboos bin Said também teve importância na negociação para o fim da guerra entre o Irã dos aiatolás e o Iraque de Saddam Hussein, que durou de 1980a 1988. Internamente, os omanis gostam de dizer que Omã representa para as relações internacionais no Oriente Médio o que a Suíça significa para o jogo diplomático mundial.

Fotos da Recepção Festiva (arquivo) e Malu Silva

ASSISTA O VÍDEO GLOBO – OMÃ

Os Jornalistas: Nana Calimens (Dir) Embaixador do Vietnã Do Ba khoa, Milton Atanazio, Malu Silva, e embaixador Stefan Mera
Os Jornalistas: Nana Calimens (Dir)
Embaixador do Vietnã Do Ba khoa,
Milton Atanazio, Malu Silva e
embaixador Stefan Mera

          

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